segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Crise mundial eleva busca por investimentos seguros


29/08/2011 - 08h38


A corrida por ativos reais começou. Com a instabilidade nos EUA e na Europa, cresce a demanda por investimentos considerados seguros, como imóveis e ouro.
Aplicar em imóveis, porém, exige um grande volume de recursos, especialmente com a alta de preços no Brasil. Já a compra de ouro pode ser difícil para iniciantes.
Por conta disso, ganham espaço investimentos em fundos lastreados nesses ativos.
O número de cotistas nos fundos imobiliários cresceu 37,6% entre dezembro de 2010 e junho último, segundo a BM&FBovespa.
Santander, Banco do Brasil, Itaú e HSBC reforçaram a venda de fundos de ouro -o metal atingiu na terça-feira o recorde de R$ 96,50 o grama.
"Momentos de crise são benéficos para a captação dos nossos fundos", diz José Alves, sócio da TRX Realty, gestora de fundo imobiliário.
A corretora Ligia Zaborowiski, que alugará imóvel para executivos
Ligia Zaborowiski, que alugará imóvel para executivos
"Com um fundo, você tem a possibilidade de investir em imóveis com uma poupança menor", diz Carlos Martins, responsável pela área na Kinea, gestora ligada ao Itaú.
Além de diversificar a aplicação em imóveis com poucos recursos (há fundos a partir de R$ 10 mil), o rendimento é isento do IR -há taxação sobre o ganho de capital só na hora de vender a cota.
Quem compra imóveis tem o consolo de, se tudo der errado, ter o bem "em mãos".
"O investidor não é proprietário, ele trocou o tijolo pela cota", diz Martins.
"Imóvel sempre valoriza e rende aluguel. Tem de procurar lugares onde a oferta é menor do que a procura", diz a corretora Ligia Zaborowiski.
Ela comprou apartamento de 54 m², avaliado em R$ 700 mil, na avenida Juscelino Kubitschek (zona sul de São Paulo), que ficará pronto em 2014. Espera perto de R$ 10 mil por mês com a locação para executivos (1,42% ao mês, ou 148% do CDI, taxa que nenhuma aplicação paga).
O Santander tem um fundo de investimento em ouro aberto para clientes do "private". A aplicação começa em R$ 50 mil. O fundo tem capital protegido -permite ganhar na alta e na baixa.
"Investir em ouro diretamente é muito difícil. Nosso fundo ainda tem a garantia do capital. A contrapartida é a falta de liquidez.
Quem coloca o dinheiro tem de ficar 12 meses sem resgate", diz Aquiles Mosca, superintendente do Santander.
"Ouro é o hedge [proteção] do mundo quando as coisas não vão bem. Comprar fundo pode ser bem prático, mas tem de ficar de olho no custo", afirma Amyra El-Khalili, ex-operadora de ouro da antiga BM&F.



fonte: Folha.com

6 comentários:

Apesar do mercado em procurar por investimentos mais seguros, algumas empresas do atuantes no mercado financeiro lucram muito com a crise, pois com uma queda generalizada nos preços das ações, algumas empresas com ações no mercado, mas que não foram muito afetadas devido ao seu segmento ou sua localização geográfica.

Temos duas boas opções de investimento descrita no artigo, mas sendo coerente com minha linha de raciocínio tenho uma inclinação maior pelo investimento em ouro, uma vez que trabalhar com imóveis pode ser arriscado em determinadas situações da Economia.

Um exemplo disso é a inclusão do mercado imobiliário em uma possível bolha.

Não tenho estudado a fundo sobre o assunto, mas com as informações que eu tenho constato que provavelmente entraremos em uma crise imobiliária em breve.

Farei uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto e posteriormente volto para tentar expor uma visão mais detalhada sobre o assunto.

A poucos dias eu li uma reportagem que o ouro em um curto período de tempo subiu em aproximadamente 300 %, o que afirma o quadro acima falando que em época de crise ele é um bom investimento, fiquei bem arrependido de não ter seguido meu intuito e investido nele, e acho que ele vai continuar em valorização por um tempo pois essa crise está dificil de acabar.

Com essa crise que está acontecendo, o ouro supervalorizou bastante, vi em uma reportagem que chegou a antigir 300% a sua valorização, pensei em investir, mas estou sem capital no momento, além disso tudo que sobe muito sempre tem a tendência de cair.

Na minha opinião o investimento no ouro é menos complexo, pois o investimento em imóveis requer um compromisso maior, altos gastos com impostos e depende de como anda a economia.

Uma das vantagens de ser um investidor conservador é que enquanto os mais arrojados investem mais em fontes seguras em períodos de recessão, os primeiros já estavam nesse mercado. A contrapartida é a máxima de que "quanto maior o risco, maior o retorno".