sábado, 20 de agosto de 2011

Os mais importantes perigos das mídias sociais



As plataformas sociais como o Twitter, Facebook e LinkedIn são cada vez mais usadas por empresas interessadas em aprimorar a comunicação com os seus clientes, cativá-los ou mesmo reforçar a imagem que eles têm da marca. 




No entanto, quando esses sites são utilizados num contexto empresarial, não é só uma questão de coleccionar amigos, avaliações positivas ou sinais de divertimento. Quando mal elaborada e gerida, a estratégia social pode virar-se contra a empresa, seja com danos causados à sua reputação, seja pela divulgação de informações confidenciais. 



Eis os cinco principais factores com os quais as empresas se devem preocupar ao entrarem no mundo dos medias sociais.



Aplicações




A ascensão das redes sociais está intimamente ligada à revolução da computação móvel, que promoveu o rápido desenvolvimento de aplicações para smartphones. Naturalmente, os funcionários na empresa fazem download de um monte deles, tanto no seu próprio telemóvel como no do trabalho porque… bem, porque podem. 




No entanto, alguns programas podem prometer uma coisa e serem outra. No início de Março, a Google removeu do seu Android Market mais de 60 aplicações que tinham código malicioso. Alguns eram programados para roubar dados pessoais e passá-los a terceiros ou mesmo destruí-los. 



Sim, justamente naquele jogo que prometia ser melhor do que o Angry Birds.



Engenharia social




Não é de hoje o aparecimento de golpistas, mas a Internet tornou-se o local favorito da sua actuação. Ela facilita a busca de vítimas com coração mole, que possam simpatizar por causas como… a crise financeira da família real nigeriana. 



As redes sociais deixaram a vida dos malandros ainda mais tranquila. E por dois motivos: primeiro, não precisam de procurar no vazio, já que as pessoas nunca partilharam, voluntariamente, tantas informações pessoais como hoje. Segundo, as plataformas sociais encorajam os utilizadores a confiar em pessoas que nem sequer conhecem. 

Daí, é um passo para que o funcionário caia num golpe, tenha as passwords roubadas e, consequentemente, perca e-mails confidenciais enviados pela empresa.



Redes sociais




Por vezes, os cibercriminosos vão diretamente à fonte, injectando código malicioso na própria rede social, seja numa publicidade ou a partir de uma aplicação. 



No Twitter, os links encurtados – muito populares neste serviço devido à limitação de 140 caracteres por mensagem – costumam ser usados para enganar os internautas, que podem ter os seus computadores invadidos se clicarem onde não devem. Essa rede social favorece o método, pois uma mensagem é facilmente replicada, chegando a inúmeros membros.



Funcionários




Mesmo os funcionários mais responsáveis têm lapsos, agem sem pensar ou julgam precipitadamente. Ninguém é perfeito o tempo inteiro. 




A questão é que lidar com um comentário infeliz no escritório é uma coisa; tentar contorná-lo quando feito numa rede social é outra. Exemplos não faltam, em todo o lado. 




Veja-se, por exemplo, o caso de James Andrews, então vice-presidente de relações públicas da agência de marketing Ketchum. Há dois anos, enviou um inflamado tuíte, difamando a cidade de Memphis (no Tennessee). No dia seguinte, ia fazer uma palestra na cidade, já que um dos clientes da empresa era precisamente a FedEx, que ali tem a sua sede. 




Os empregados, irritados, questionaram a empresa, pedindo um esclarecimento do porquê pagar à agência nova-iorquina enquanto eles tinham de sofrer um corte de 5% no salário. James Andrews teve de pedir desculpas publicamente, enquanto esperava não ser demitido. 



O incidente não se deu com um funcionário inconsciente da missão da empresa, mas com um executivo de topo. Ele prejudicou a imagem da empresa e ainda fez com que ela perdesse uma conta importante. Agora, se Andrews foi capaz disso, imagine um empregado sem formação ou insatisfeito com suas funções.



Falta de política para mídias sociais




Esta é para os chefes. Sem uma política para as mídias sociais, a empresa está sujeita a enfrentar uma crise a qualquer momento. Não se pode pedir aos funcionários, simplesmente, que eles representem dignamente a empresa na Internet. É preciso detalhar objetivos, parâmetros e limites. 




Os dois principais pontos: especifique quem está autorizado a agir em nome da empresa e o que se pode dizer. Seja claro e evite que os funcionários decidam por sua conta pois, em geral, é a partir daí que as coisas más acontecem. 




Por fim, não esqueça que as instituições devem formar os seus empregados para que eles tenham conhecimento da política utilizada para as redes sociais. E uma pessoa para coordenar a actuação da empresas nesses portais também é recomendado, um gestor de medias sociais. 



Fonte: (Network World/IDG Now!)

5 comentários:

É bom ficar atento, informações que podem soar negativamente sempre transitam com grande repercussão

Durante minha experiência anterior sempre procurei alertar os membros do cuidado que deveriam ter ao postar, divulgar, mencionar algo.

Estamos lidando com a imagem de uma empresa e não podemos nos dar ao luxo de errar.

Com toda a expansão da mídia cada vez mais precisamos tormar cuidado com aquilo que falamos e com as coisas que divulgamos.

Quanto maior for o cuidado melhor, pois o acerto pode até ter uma repercussão, mas o erro tem uma repercursão muito maior, por isso quanto maior for o cuidado melhor.

Não só na internet, mas sempre que alguém representa sua empresa, seja contato com o cliente, o simples fato de usar a camisa da empresa, faz com que as pessoas que o observam avaliar a empresa por suas atitudes. Por isso é sempre bom ter cautela com nossas atitudes ao representar a empresa.