terça-feira, 30 de agosto de 2011

Preço do imóvel se aproxima do teto - SP


30/08/2011 - 15h20




De acordo com a avaliação do Secovi (Sindicato de Habitação) de São Paulo, a valorização imobiliária na capital paulista deve continuar, porém de forma mais tênue, ficando mais próxima dos índices de inflação.
O preço do metro quadrado de área útil dos imóveis novos residenciais na capital paulista subiu 8,6% em junho, considerando a média do valor nos últimos 12 meses, ante dezembro, seguindo a mesma metodologia desenvolvida pela entidade. No mesmo período, o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) teve alta de 5,6%.
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, justifica a necessidade de uma média ponderada por um período tão longo para evitar distorções pontuais e ressalta que "é preciso tomar cuidado para comparar coisas comparáveis".
Na capital paulista, por exemplo, o preço do metro quadrado do lançamento variava entre R$ 2.236,51, em Anhanguera, na zona norte, no limite com os municípios de Santana do Parnaíba, Cajamar e Caieiras, e R$ 17.887,21 no Jardim Europa, na zona oeste.
DESACELERAÇÃO
O percentual mostra a desaceleração nos preços, já que, ao longo do ano passado, comparando os meses de dezembro de 2010 com 2009, o aumento havia sido de 27,7%.
"A redução nas vendas mostra que os preços estão batendo no teto", afirmou o presidente do Secovi-SP, João Crestana, referindo-se à diminuição de 31,3% nos imóveis comercializados no primeiro semestre deste ano na cidade ante igual período em 2010. Na região metropolitana, a queda chegou a 28%.
Ponderando sobre os dados de valorização imobiliária, Petrucci fez questão de destacar que a maior parte das unidades ainda é vendida para quem está comprando o seu primeiro imóvel, logo tem a intenção de morar nele por dez, quinze anos. A importância dos investidores para esse mercado, que querem lucrar com o negócio num intervalo curto, ainda é pequena --o que é saudável, na sua opinião.

O perigo de concentrar as vendas nesse público, ressalta, é que as moradias de um empreendimento sejam devolvidas ao incorporador caso o investidor não consiga a valorização almejada durante a obra, tornando um lançamento inicialmente bem sucedido em um problema para a empresa. 



fonte: Folha.com

6 comentários:

Esse mesmo efeito também está acontecendo na cidade do Rio de Janeiro, que junto a São Paulo, Londres, Paris, Nova York e Tókio, são umas das cidades mas caras do mundo para comprar um imóvel de luxo.

Para esse ano o ritmo mesmo desacelerado ainda estará acima do nível inflacionário. O aumento da renda do brasileiro gerando alta demanda tem pressionado mais ainda estes valores.

O mercado imobiliário está aquecido, imóveis sendo valorizados, m² seguindo a mesma tendencia, mas temos que ter cuidado.

A pergunta que sempre me vem a cabeça é:

O mercado imobiliário está inserido em uma bolha? e se sim, quais os riscos dessa bolha estourar? e quando?

É importante termos conhecimento de mercado, mais especificamente do ramo onde estamos inseridos para não sermos pego de surpresa.

Acredito que o mercado imobiliário está crescendo de acordo com o "crescimento" da economia do Brasil (se é que podemos chamar assim), os imóveis estão valorizando também pelos eventos que estão vindo para o Brasil como Pan Americano (já aconteceu), Copa do Mundo(2014) e Olimpíada(2016) e depois disso o que acontecerá? Temos que nos precaver com essa continua valorização.

Esse preço só tende a cair, esperta foi a galera que vendeu e não comprou a esses altos preços!

Apesar dos megaeventos que acontecerão, da valorização da economia do país, do aumento do poder de compra do brasileiro e de outras questões que sustentam argumentos a favor, nada justifica fatos como o custo de vida em SP estar mais alto que em Nova York, sendo a principal razão o mercado imobiliário (pesquisa exibida em emissora de TV).