quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Globalização e Crescimento Econômico Ampliam e Diversificam Mercado de Consultoria

RIO - Com a economia globalizada e a inserção cada vez maior de empresas dos mais variados portes e atividades no mundo dos negócios, a demanda pelos serviços de consultoria de mercado não para de crescer. Experiência, maturidade, disponibilidade de tempo e, obviamente, informação são critérios valorizados hoje pela clientela, que chega a pagar ao consultor de R$ 250 a R$ 300 por hora - a profissionais comuns, ou seja, sem considerar quem deixa o primeiro ou segundo escalão de governo, é claro. 

 - O mercado de consultoria tem registrado crescimento expressivo, marcado por clientes mais exigentes e com acesso à informação - alerta o economista Luiz Affonso Romano, consultor de empresas há 40 anos e um dos autores do levantamento, inédito, sobre o setor. O estudo mostra que a atividade não se resume mais à consultoria econômica. São clientes, em potencial, academias esportivas, organizações não-governamentais, entidades de turismo e lazer, condomínios, instituições educacionais e consultórios de profissionais liberais. Estão em alta, por uma questão conjuntural, temas relativos a agronegócio e segmentos de óleo e gás. 

 - O consultor ajuda a prever problemas e atua, direta e indiretamente, em mudanças organizacionais, na solução de problemas crônicos, ou, simplesmente, pontuais e emergentes - diz Romano, recomendando àqueles que estão entrando no mercado que procurem se projetar de alguma forma. 

- Valem artigos, palestras, cursos, blog e sites. Quanto mais experiência e visibilidade, melhor a remuneração. O cliente não cai no colo. No geral, 37% dos consultores têm algum tipo de especialização: a maior parte é graduada em administração (40,3%), seguida por engenharia (13,1%) e ciências contábeis (8,2%). O exercício da profissão se dá, em 38,7% dos casos, no escritório do cliente e, em 28,1%, na casa dos consultores. A pesquisa mostra ainda que, entre os homens, 14% dos que atuam como consultores têm entre 51 e 60 anos de idade. É o caso de Carlos Peixoto. Aos 57, o consultor entrou na carreira no início de 2010, depois de 30 anos trabalhando como executivo de uma grande companhia americana de petróleo e gás. - Comecei a me programar para me lançar em uma carreira solo. O executivo acaba fazendo consultoria interna e atuando na resolução de conflitos. Pensava em seguir carreira externa de consultor, mas queria saber mais sobre o setor - conta Peixoto, que, em 2007, fez um curso na área e, em 2009, quando a empresa onde trabalhava foi vendida, viu a chance de se lançar no mercado de consultoria. (*) 

Fonte: O Globo

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