sábado, 26 de abril de 2014

Como fazer um bom acordo entre os sócios desde o início

A abertura de um nova empresa está sempre direcionada por um GRANDE SONHO, ou por uma grande vontade de empreender de algum dos sócios ou acionistas.



Por isso, fazer um bom acordo, com regras claras por escrito, antes de iniciar este negócio pode garantir continuidade ao longo do tempo. Desta forma, você deve antes de iniciar o negócio se preocupar com três aspectos que podem influenciar no futuro de sua nova empresa. Defina tudo isso antes da abertura. Vamos entender que aspectos são estes:


  1. Como a participação dos sócios mudam ao longo do tempo? Esse fator deve ser discutido, pois é sabido e notório que pode-se ao longo do tempo um sócio comprar a parte de outro, ou então, atuar mais que outro, e sua participação será diferente, mas isso dependerá das negociações da sociedade. Tais fatores, sendo discutidos antes da composição de uma nova sociedade podem evitar muitos problemas futuros e até dissoluções da mesma.
  2. Quem manda? Alguém deve ser a pessoa com a responsabilidade por tocar o negócio, ou então, deve haver um comitê para tomar decisões, Mas antes de criar a empresa deve ser decidido quem é a pessoa ou pessoas que tomarão a decisão final com relação aos assuntos dela. Muitas empresas deixam de existir por demorarem ou não tomarem decisões importantes para sua continuidade e sustentabilidade. É muito comum que se for uma sociedade de vários sócios trabalhando no negócio, cada um tome as decisões sobre seus devidos departamentos e quando tiver uma decisão da empresa global é tomada em reunião entre eles.
  3. Como saio do negócio? Praticamente nenhum empresário que conheci se preocupa com esse fato. "Como saio do negócio?" Pois se há regras para entrar tem que haver também regras de saída. Normalmente, não estamos preocupados com este fator ao iniciar um negócio, não achamos que algo possa dar errado. Mas, pela minha experiência como consultor em diversos negócios de vários segmentos, eventualidades acontecem e acontecerão, algo pode dar errado e, essa definição pode salvar patrimônios, relações de anos de amizade que não terminarão pelo negócio não ter funcionado.
Muitos empresários não se preocupam com as 3 perguntas que informei acima. Mas devem! Quando se abre uma empresa com alguém, está quase que casando com a pessoa. Terá um contrato dizendo o que pode e não fazer, terá conflito de interesses, terá que abrir mão de algumas coisas, terá que aprender a conviver com os defeitos da pessoa e aproveitar suas qualidades.

Vale também pensar, como ficará a empresa se algum dos sócios ficar doente ou morrer? Como ficaria a empresa para a família desta pessoa? Tudo deve ser bem esclarecido, pois depois de assinar o contrato e a empresa estiver aberta, e melhor ainda, com sucesso, as negociações ficarão sempre mais difíceis. Sei que a maioria dos empresários não se preocupa com sua gestão patrimonial/familiar, mas com as mudanças do Brasil e como muitos negócios tem crescidos mesmo no cenário atual da economia, tal aspecto deve ser pensado, visando a redução de conflitos entre os sócios ou acionistas.


Autor: Leandro Rosadas, 
Presidente da Stratege Consultoria, consultor, economista, professor, palestrante.

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